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Luxação da Patela

Introdução

A luxação da patela ocorre quando este osso se desloca da sua posição habitual, levando à perda completa do contato articular com o fêmur.

O tratamento da luxação patelar envolve desde medidas clínicas até procedimentos cirúrgicos nos casos que evoluem com instabilidade do joelho e luxações recidivantes.

Confira mais detalhes sobre esta patologia no artigo abaixo.

O que é luxação da patela?

A luxação da patela é caracterizada pelo deslocamento lateral da patela, ocasionando a perda total do contato da sua superfície articular com o fêmur.

Luxação da patela | Dr. Guilherme Losso

Como ocorre a luxação da patela?

  • Luxação traumática: ocorre após uma pancada ou torção na região do joelho, com força suficiente para romper as estruturas estabilizadoras da patela, direcionando-a para fora da articulação.
  • Luxação atraumática: ocorre em indivíduos com fatores de risco para instabilidade da patela. Este tipo de luxação ocorre após movimentos usuais do dia-a-dia.
Lesão do ligamento patelofemoral medial | Dr Guilherme Losso
Ilustração de lesão do ligamento patelofemoral medial, o principal estabilizador da patela.

Quais os sintomas da luxação da patela?

Durante uma luxação aguda da patela os principais sintomas apresentados são: dor, deformidade aparente do joelho, inchaço e limitação da movimentação do joelho. Em determinados casos a patela pode retornar sozinha ao seu lugar e em outros pode ser necessária a realização de uma manobra no ambiente hospitalar.

Algumas pessoas podem desenvolver instabilidade patelar e apresentar luxações recidivantes após um primeiro episódio de luxação. Os principais sintomas neste caso são: dor, sensação de travamento e instabilidade da patela.

Luxação da patela | Dr. Guilherme Losso
Deformidade do joelho devido ao deslocamento lateral da patela.

Quais são os fatores de risco para a luxação da patela?

  • Sexo feminino;
  • Indivíduos jovens;
  • Alinhamento em valgo (em ‘’X’’) dos membros inferiores;

Joelho em Valgo | Dr. Guilherme Losso

  • Hiperfrouxidão ligamentar;
  • Aumento do ângulo de ação do quadríceps (ângulo Q);
  • Patela numa posição mais alta;

Patela Normal e Patela Alta | Dr. Guilherme Losso

  • Patela inclinada lateralmente;
  • Deformidades rotacionais dos membros inferiores;
  • Alterações no formato da tróclea femoral (região que articula com a patela).

Displasia Troclear | Dr. Guilherme Losso

Como é realizado o diagnóstico de uma luxação da patela?

A luxação aguda é diagnosticada clinicamente uma vez que a patela é visualizada fora da sua posição habitual. Como na maioria dos casos o paciente já se apresenta ao médico com a patela no lugar, o diagnóstico pode ser realizado através de exames de imagem como radiografia, tomografia e ressonância magnética.

O objetivo destes exames é evidenciar fraturas, lesões da cartilagem, fatores anatômicos predisponentes para luxação e lesão de estruturas estabilizadoras da patela (principalmente o ligamento patelofemoral medial).

Posso voltar a apresentar novas luxações?

Luxações traumáticas possuem baixo risco para recidiva uma vez que ocorrem em indivíduos com anatomia e biomecânica normal do joelho.

Luxações não traumáticas podem evoluir com instabilidade patelar, levando a luxações repetidas da patela. Isto ocorre, pois geralmente há fatores de risco associados para luxação.

Como é o tratamento clínico (não cirúrgico) da luxação da patela e quando está indicado?

O tratamento clínico pode ser indicado nos casos de primoluxação da patela (1º episódio), que não apresentem outras lesões associadas que demandem tratamento cirúrgico. O tratamento envolve medidas para controle da dor, redução de inchaço, imobilização por um breve período e reabilitação com fisioterapia e fortalecimento muscular.

Cada caso é avaliado individualmente e o risco para recidiva deve ser estimado.

Quando é indicado o tratamento cirúrgico para luxação da patela?

  • primoluxação associado a fraturas ou lesões da cartilagem que demandem cirurgia;
  • primoluxação em pacientes com alto risco de recidiva;
  • instabilidade patelar com luxações recidivantes.

Qual é o tratamento para luxações repetidas da patela?

Pacientes que apresentam instabilidade patelar com luxações recidivantes devem ser tratados cirurgicamente. A cada novo episódio de luxação o paciente apresenta o risco de evoluir com fraturas e lesões da cartilagem da articulação, o que pode levar à uma degeneração acelerada e risco de artrose precoce.

Como é a cirurgia para luxação da patela e instabilidade patelar?

O tratamento cirúrgico é individualizado, de modo que não há um procedimento único que trata todos os tipos de luxação. Lesões associadas e fatores de risco individuais de cada paciente são analisados e devem ser abordados. Os procedimentos cirúrgicos mais empregados são:

Reconstrução do ligamento patelofemoral medial: reconstrução do principal estabilizador da patela.

Reconstrução do ligamento patelofemoral medial | Dr. Guilherme Losso

Release lateral: realizado o corte de estruturas laterais à patela, que estão tensas e promovem a sua inclinação e lateralização. Pode ser realizado aberto ou por artroscopia.

Release lateral | Dr. Guilherme Losso

Osteotomia da tuberosidade anterior da tíbia: a inserção do tendão patelar é destacada através de uma osteotomia (corte ósseo) e reinserida em outra localização. Este procedimento permite abaixar a patela e realinhar o mecanismo de ação do quadríceps.

Osteotomia | Dr. Guilherme Losso
Osteotomia para abaixar a patela.

Trocleoplastia: Correção da displasia da tróclea através da criação de um novo sulco troclear, que é a região do fêmur por onde a patela desliza durante o movimento do joelho.

Trocleoplastia | Dr. Guilherme Losso

Tratamento de lesões da cartilagem: a lesão da cartilagem articular é frequente e pode demandar tratamento cirúrgico.

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